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Goiás registra 43 atendimentos a incêndios em vegetação em apenas um dia

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Propriedades rurais concentraram o maior número de ocorrências; equipamento em spray surge como alternativa complementar para conter princípios de incêndio antes que as chamas se espalhem

Em apenas um dia, Goiás registrou 43 atendimentos a incêndios em vegetação, sendo 16 em propriedades rurais. Os números, referentes à quinta-feira (8 de outubro), constam em levantamento divulgado pela Defesa Civil de Goiás e reforçam o alerta para os riscos que o fogo representa durante a estiagem, especialmente em locais com pastagens, máquinas agrícolas, galpões e materiais inflamáveis.

Além dos atendimentos realizados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), foram identificados 37 eventos de fogo por monitoramento via satélite. Mimoso de Goiás liderou os registros, com cinco focos identificados, enquanto Cavalcante concentrou o maior número de atendimentos dos bombeiros, com quatro ocorrências.

O cenário preocupa mesmo diante da redução da área queimada no Estado. Entre 1º de janeiro e 5 de outubro de 2026, o fogo atingiu 304.920 hectares em Goiás, segundo dados da plataforma Alarmes, do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ).

O número representa uma queda de 62,63% em relação ao mesmo período de 2025, quando aproximadamente 816 mil hectares foram atingidos. Apesar da redução, a extensão queimada neste ano ultrapassa 300 mil hectares, evidenciando a necessidade de manter os cuidados preventivos.

Nas propriedades rurais, o risco não se limita aos incêndios iniciados diretamente na vegetação. Falhas elétricas, superaquecimento de máquinas, vazamentos de combustível e faíscas produzidas durante atividades operacionais também podem provocar princípios de incêndio. Em ambientes com materiais de fácil combustão, uma ocorrência inicialmente localizada pode se espalhar e comprometer equipamentos, estruturas e áreas de produção.

Resposta rápida pode evitar que pequenos focos se espalhem

Para Sidney Júnior, especialista em segurança contra incêndios e diretor comercial do Fogo Zero, a prevenção também passa pela disponibilidade de recursos que permitam uma resposta inicial segura, antes que as chamas ganhem maiores proporções.

Entre as alternativas disponíveis está o Fogo Zero, uma unidade extintora em spray de 600 ml, desenvolvida para atuar em princípios de incêndio. O equipamento possui acionamento em qualquer posição, com tecnologia de disparo em 360 graus, e permite descarga de até aproximadamente 25 segundos.

Por ser compacto, o spray pode ser mantido em locais de fácil acesso, como oficinas, áreas de manutenção e outros pontos estratégicos de propriedades rurais. A proposta é oferecer uma ferramenta complementar para situações iniciais, sempre respeitando as orientações de segurança e os limites de utilização do produto. “O nosso objetivo não é substituir os equipamentos tradicionais exigidos por norma, mas complementar”, explica Sidney Júnior.

O especialista destaca a importância de compreender que o combate inicial só deve ser considerado quando o foco é pequeno, existe uma rota de saída segura e não há exposição a fumaça intensa ou outros riscos. A utilização de qualquer equipamento precisa respeitar as condições do ambiente e a segurança das pessoas.

O Fogo Zero atua por mecanismos de resfriamento e abafamento, conforme as especificações do fabricante. O produto não substitui os extintores obrigatórios, os sistemas de prevenção exigidos por legislação ou a atuação profissional do Corpo de Bombeiros.

Com o avanço da estiagem, a recomendação permanece: evitar queimadas, realizar manutenção preventiva de equipamentos e instalações e manter recursos de segurança adequados e acessíveis. Quando o incêndio já se espalhou ou existe risco para quem está no local, a orientação é se afastar imediatamente e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

(Crédito: Jusbrasil e Fogo Zero)

Autor

lucamoreira

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