Delegação também alcançou resultados inéditos em provas individuais disputadas na Escócia.
O Brasil terminou em nono lugar por equipes no Campeonato Mundial de Pastoreio, realizado de 12 a 16 de setembro na Escócia. Os oito representantes brasileiros, todos do Rio Grande do Sul, formaram a maior delegação do país desde sua estreia na competição, em 2011.
O desempenho reflete uma prática que ganhou espaço nas propriedades rurais gaúchas: o uso de cães treinados para conduzir rebanhos. Antes do Mundial, a delegação passou 22 dias no Reino Unido em treinamentos e provas regionais.
Resultados nas provas
Na categoria Brace, em que um condutor trabalha com dois cães ao mesmo tempo, Charlei Battisti terminou em quinto lugar. Segundo a Associação Brasileira de Border Collie, foi a melhor colocação já obtida por um brasileiro e por um sul-americano nessa prova. Tarcio Michelon também representou o país na categoria.
Delegação gaúcha disputou o campeonato na Escócia.
- 22Dias de preparaçãoNo Reino Unido
- 33Países participantes
- mais de 300Duplas participantes
Anderson Pacheco avançou à semifinal após ficar na 28ª posição entre 240 duplas de condutores e cães. Na categoria Sub-21, João Vitor Schaf conquistou o quarto lugar. A classificação por equipes considerou os cinco representantes indicados por cada país.
Pastoreio nas propriedades gaúchas
O manejo de rebanhos com cães chegou ao Rio Grande do Sul há cerca de 30 anos, trazido da Europa. Nas provas, as duplas executam tarefas semelhantes às do campo, como deslocar ovelhas e separar grupos. Durante a condução, os cães não podem latir nem morder os animais.

Na propriedade de Diógenes Mello Giovanella, em Carazinho, os cães ajudam no trabalho com cerca de 800 ovinos e mais de 100 bovinos. Ele conquistou a vaga no Mundial com a cadela Piki, que atende a comandos de voz e apitos mesmo a longas distâncias.
Com informações de g1.
Foto de capa: NASA; Uploaded by User:MaiDireLollo/Wikimedia Commons (Public domain)
