Indicador da GfK subiu para -13 em setembro, mas inflação e custos de energia trazem cautela.
A confiança dos consumidores do Reino Unido alcançou -13 pontos em setembro, o melhor resultado em dois anos, segundo o Barômetro de Confiança do Consumidor da GfK. O índice avançou um ponto em relação a agosto, impulsionado por uma visão mais positiva das famílias sobre as finanças pessoais e a economia do país.
É também a primeira vez desde o verão de 2024 que o indicador sobe por três meses seguidos. Apesar disso, a pontuação permanece em território negativo e a pesquisa aponta sinais de perda de força na recuperação, em meio à alta da inflação e dos preços de energia e combustíveis.
O que mudou na pesquisa
O resultado de setembro ficou no maior patamar desde agosto de 2024, período posterior à última eleição geral britânica. A marca também superou as previsões mencionadas pela fonte.
Dados do Barômetro de Confiança do Consumidor da GfK.
- -13Confiança geralem setembro
- +1 pontoVariação mensalante agosto
- -1 pontoGrandes comprasúnica queda do mês
- agosto de 2024Melhor nível desde
A melhora geral, porém, não se repetiu em todos os componentes do levantamento. O indicador de grandes compras foi o único a cair no mês, enquanto a disposição para poupar aumentou.
| Indicador | Variação em setembro |
|---|---|
| Confiança geral | +1 ponto |
| Índice de grandes compras | -1 ponto |
| Índice de poupança | +5 pontos |
Cautela com gastos maiores
De acordo com a GfK, os consumidores demonstraram menos interesse em adquirir itens de maior valor e maior disposição para formar uma reserva financeira. Essa mudança ocorre na entrada do chamado Golden Quarter, período relevante para o varejo britânico.
A fonte relata que empresas do Reino Unido haviam observado no verão um aumento de confiança após a chegada do novo primeiro-ministro, Andy Burnham, e anúncios como limite para tarifas de ônibus e desconto em taxas comerciais para pubs, clubes e casas de música ao vivo.
Inflação é fator de pressão
A GfK avaliou que a volta de uma inflação mais alta reduz um dos fatores favoráveis observados nos meses anteriores. Segundo a análise reproduzida pela fonte, a elevação dos preços de energia e combustíveis pode enfraquecer o sentimento dos consumidores.
Os dados mostram, assim, um avanço do indicador agregado, mas sem uma recuperação plena da confiança. A intenção de poupar e a redução na disposição para grandes compras são os sinais de cautela apontados no levantamento.
Com informações de theguardian.com.
Foto de capa: Mtaylor848/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
