Emissora estava escalada para integrar o pool de televisão no Air Force One durante a agenda deste sábado (27).
A Casa Branca proibiu a CNN de viajar no Air Force One para acompanhar o presidente Donald Trump em uma visita ao Tennessee, prevista para este sábado (27). A emissora integraria o pool de televisão responsável por registrar a agenda presidencial em nome das principais redes de TV.
Segundo a CNN, Trump irá assistir a uma partida de futebol americano universitário. A Casa Branca anunciou a exclusão da rede na noite de sexta-feira, ao divulgar a programação do presidente, e não indicou outra emissora para ocupar a vaga.
Cobertura compartilhada fica sem substituto
O pool televisivo reúne jornalistas de forma rotativa em eventos e deslocamentos nos quais não há espaço para toda a imprensa. O material produzido é compartilhado com outras emissoras, permitindo a transmissão de discursos, aparições e informações da agenda presidencial.
Sem a CNN ou uma substituta designada, a viagem ao Tennessee não terá a cobertura conjunta das redes de televisão. O sistema inclui cinco grandes emissoras — CNN, Fox, NBC, ABC e CBS —, além de rodízios separados para mídia impressa, rádio e fotografia.
A presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Jacqui Heinrich, afirmou à Fox News que o modelo permite que emissoras dividam imagens do presidente com o país. A ex-presidente da entidade Weijia Jiang, da CBS, defendeu a necessidade de observadores independentes diante da produção de transmissões próprias pela Casa Branca.
Disputa judicial continua
A decisão ocorre após uma sequência de restrições impostas pelo governo Trump a veículos de imprensa. Na semana anterior, o presidente havia anunciado a proibição de entrada da CNN, da MS NOW e da Politico na Casa Branca, além de impedir a participação da CNN em viagens presidenciais, inclusive durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Posteriormente, um juiz suspendeu a proibição e determinou a devolução das credenciais dos repórteres dos três veículos. Ainda assim, segundo a CNN, permanecia incerta a aplicação da ordem ao pool de imprensa da Casa Branca.
As demais redes haviam deixado de participar da cobertura televisiva enquanto o acesso regular não era restabelecido. A atividade foi retomada na sexta-feira, quando a CNN acompanhou Trump e o líder chinês Xi Jinping em uma visita aos Arquivos Nacionais.
Próximos passos no processo
O juiz deu às organizações de notícias até segunda-feira para apresentar um pedido de liminar, que poderia suspender por mais tempo a proibição anunciada por Trump. Não estava claro, segundo a CNN, como a nova exclusão da viagem ao Tennessee afetará os processos movidos pela emissora, pela MS NOW e pela Politico.
A CNN informou que seu porta-voz não comentou a decisão e que procurou a Casa Branca para obter posicionamento. O Washington Post foi o primeiro a noticiar a exclusão da emissora da viagem presidencial.
Com informações de CNN Brasil.
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