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Governo vai remanejar despesas para incluir Desenrola 3.0 no orçamento

Governo vai remanejar despesas para custear o Desenrola 3.0. Ministro prevê gasto de até R$ 15 bilhões, sujeito às regras fiscais.

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Ministério do Planejamento e Orçamento
Foto: Beth Castelo from Rio de Janeiro, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Ministro do Planejamento diz que programa terá custo máximo de R$ 15 bilhões, sem aumento do gasto total.

O governo federal vai remanejar despesas para acomodar o Desenrola 3.0 no orçamento sem ultrapassar os limites fiscais. O anúncio foi feito pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, em 26 de setembro, após a assinatura da medida provisória que cria a nova fase de renegociação de dívidas de pessoas físicas.

Segundo Moretti, o programa terá custo máximo de R$ 15 bilhões, compensado por cortes em outras áreas. O governo quer reduzir o peso das dívidas na renda das famílias e estima que até 15 milhões de pessoas possam ser beneficiadas.

Como será a renegociação

A medida provisória permite que a União compre até R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis, com desconto mínimo de 90% na aquisição das carteiras. De acordo com o governo, esse desconto será repassado aos devedores, que poderão renegociar os débitos diretamente com o Tesouro Nacional e ter o nome retirado dos cadastros de restrição.

InfográficoOs números do Desenrola 3.0

Limites e estimativa apresentados pelo governo federal

R$ 15 bilhões
Custo máximoAquisição das carteiras pela União
  • R$ 150 bilhõesDívidas elegíveisLimite de compra pela União
  • 90%Desconto mínimoNa compra das carteiras
  • 15 milhõesPessoas beneficiadasEstimativa máxima do governo
Fonte: Governo federalRevista Ideal

O valor efetivamente reservado para o programa dependerá do resultado do primeiro leilão, afirmou Moretti. Segundo ele, o governo ainda precisa avaliar o interesse das instituições financeiras em vender as carteiras nas condições previstas pela medida provisória.

Como o gasto entrará no orçamento

Moretti afirmou que o custo do Desenrola 3.0 será registrado como despesa primária e ficará sujeito às regras fiscais e ao limite de gastos, sem exceção. Para abrir espaço ao programa, o governo pretende reduzir despesas em outras rubricas, sem elevar o gasto total.

A previsão é incluir os recursos nos Orçamentos de 2027 e 2028. O ministro disse que o Executivo fará os ajustes na proposta orçamentária conforme houver mais clareza sobre o volume de dívidas negociado no primeiro leilão.

Próximos passos

Segundo Moretti, a preparação do leilão de carteiras de crédito ocorrerá ainda neste ano, com previsão de realização em novembro. O desembolso para a compra das dívidas, porém, está previsto apenas para 2027.

Com informações de infomoney.com.br.

Foto de capa: Beth Castelo from Rio de Janeiro, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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