Comercial RS, em Guarulhos, responde por cerca de 5,8% da receita imobiliária mensal do fundo.
O fundo imobiliário Inter Logístico (INLG11) informou que a Comercial RS, locatária de um imóvel no Log Gaiolli Business Park, em Guarulhos (SP), deixou de cumprir acordos para pagar aluguéis atrasados. A empresa entrou em recuperação judicial e também não quitou o aluguel de julho, segundo comunicado do fundo.
O contrato de locação vai até maio de 2030 e corresponde a aproximadamente 5,8% da receita imobiliária mensal do INLG11. Apesar dos valores pendentes, o fundo afirmou que não prevê, por enquanto, efeitos em seus resultados ou na distribuição de rendimentos aos cotistas.
Valores que seguem em aberto
Antes do pedido de recuperação judicial, a Comercial RS havia feito dois acordos para parcelar débitos de locação. De acordo com o INLG11, os pagamentos previstos não foram cumpridos integralmente.
Dados da inadimplência informada pelo INLG11
Infográfico com dados das fontes citadas na notícia.
No primeiro acordo, permaneciam pendentes R$ 108,4 mil, considerando a participação de 80% do fundo no imóvel. A negociação havia sido fechada originalmente por R$ 688,3 mil. No segundo acordo, relativo ao aluguel de junho de 2026, restavam R$ 105,4 mil em aberto.
Além desses compromissos, a empresa não pagou o aluguel de julho, com vencimento em 1º de agosto. O comunicado não informa o valor desse aluguel.
Recuperação judicial começou em julho
A Comercial RS protocolou o pedido de recuperação judicial em 27 de julho de 2026, junto de outras empresas de seu grupo econômico. A Justiça autorizou o processamento da recuperação em 6 de agosto, conforme o fundo.
A administradora e a gestora do INLG11 afirmaram que acompanharão o caso, inclusive no processo judicial. Segundo o comunicado, as instituições poderão adotar medidas que considerarem necessárias para preservar os interesses do fundo e de seus cotistas.
O que muda para os cotistas
Segundo o INLG11, a inadimplência não deve afetar, neste momento, os resultados nem os rendimentos distribuídos pelo fundo. A situação, porém, seguirá sob acompanhamento da administradora e da gestora durante a recuperação judicial da locatária.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Humanoo/Wikimedia Commons (Public domain)
