Agora
Música

Chico César celebra a carreira com show da turnê “Vestido de amor” na Série Petrobras

Compartilhar: WhatsApp Facebook LinkedIn
Chico César
Chico César

Acompanhado por banda, artista revisita sucessos de mais de três décadas e homenageia influências como Alceu Valença, Sá & Guarabyra e Zé Ramalho

Pouco mais de três décadas após irromper na música brasileira com “Mama África”, Chico César sobe ao palco da Série Petrobras, no Cultura Artística, com o show da turnê “Vestido de amor”. A apresentação acontece em 14 de outubro e leva o nome do disco que o artista gravou na França em 2022 – do qual, no entanto, só a faixa-título entra no repertório. Ao lado de Helinho Medeiros (teclado e sanfona), Gledson Meira (bateria), Simone Sou (percussão) e Sintia Fermino e Richard Fermino (sopros), Chico (voz e guitarra) propõe uma celebração de toda a carreira, com canções que atravessam diferentes momentos de sua história.

“É um espetáculo que serve como celebração da carreira, para o público cantar e participar. Dá até pra dançar, apesar de o Cultura Artística ter cadeiras”, brinca o artista. Além dos próprios sucessos, Chico abre espaço para homenagear

artistas que o influenciaram, como Alceu Valença e Sá & Guarabyra, e interpreta “Admirável mundo novo”, de Zé Ramalho – “uma música que atravessa gerações”, nas palavras dele.

O show também é uma defesa do amor como ato revolucionário em meio a um mundo cada vez mais dividido, tema que atravessa os trabalhos recentes do compositor. “Nossa geração ironizava o trato da música de amor, como se ela

fosse algo incômodo no meio intelectual, mas o amor é um tema do qual a gente não pode abrir mão”, diz. Aos 62 anos, Chico segue irrequieto: no começo de 2026, lançou o disco “Fofo”, no qual revisita canções de sua juventude.

“Chico César construiu uma trajetória que atravessa diferentes momentos da música brasileira sem jamais perder a força de sua identidade. Celebrar mais de três décadas de carreira é reconhecer a atualidade de uma obra que segue viva no gosto do público e reafirma o papel do artista como um dos grandes nomes de sua geração. “É uma alegria imensa receber este show na Série Petrobras”, afirma Frederico Lohmann, diretor executivo do Cultura Artística.

Nascido em Catolé do Rocha (PB), em 1964, Chico César mudou-se aos 16 anos para João Pessoa, onde estudou jornalismo e integrou o grupo de poesia de vanguarda Jaguaribe Carne. Aos 21, transferiu-se para São Paulo, trabalhando como jornalista e revisor enquanto desenvolvia a carreira musical. Após uma

turnê pela Alemanha em 1991, passou a dedicar-se integralmente à música: formou a banda Cuscuz Clã, com a qual se apresentava na casa noturna Blen Blen Club, e lançou o primeiro álbum, “Aos vivos”, em 1995.

Desde então, consolidou uma discografia plural e aclamada, com álbuns como

“Cuscuz Clã” (1996), “Beleza mano” (1997), “Mama mundi” (2000), “Respeitem meus cabelos, brancos” (2002), “Estado de poesia” (2015), “O amor é um ato revolucionário” (2019) e “Vestido de amor” (2022). Em 2024, retomou uma parceria histórica ao lançar o disco “Ao arrepio da lei”, em conjunto com Zeca Baleiro. O show no Cultura Artística celebra essa caminhada contínua, aproximando o público da essência de sua arte.

A Série Petrobras consolida-se como um dos pilares da programação do Cultura Artística ao celebrar a riqueza e a transformação da música feita no Brasil. Em 2026, o projeto transforma o palco em um ponto de encontro de diferentes

vertentes sonoras, apresentando desde registros históricos da nossa MPB até manifestações contemporâneas que renovam o repertório nacional.

Confira as próximas atrações da Série Petrobras

11 de novembro: Orquestra Mundana Refugi com Fabiana Cozza 19 de novembro: Ascensão Odún 10

26 de novembro: Tássia Reis

SERVIÇO

Série Petrobras – Cultura Artística Ingressos:

Setor I — R$ 150,00 Setor II — R$ 100,00 Setor III — R$ 50,00

Os ingressos estão disponíveis pelo site https://culturaartistica.byinti.com e na bilheteria do teatro.

Há meia-entrada para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência e acompanhante, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e

servidores da educação. Os ingressos a R$ 50 atendem às diretrizes de acesso previstas em projetos realizados por meio de leis de incentivo.

Bilheteria:

Terça a sábado, das 12h às 18h Domingos, das 10h às 16h

Em dias de evento, até o início do espetáculo

(Crédito: Ana Lefaux)

Autor

lucamoreira

Autor na Revista Ideal. Consulte o perfil para ver outras publicações e atualizacoes recentes.

Ver publicações do autor →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *