Kimono: marca ou vestimenta japonesa?

A marca KIMONO, lançada pela famosa empresária americana Kin Kardashian, causou enorme polêmica e teve seus processos de registros abandonados nos Estados Unidos. Adepta ao uso e apaixonada por shapewear (cinta modeladora), a empresária decidiu lançar, em junho de 2019, uma linha desse produto, denominada KIMONO.

Ocorre que as autoridades japonesas não gostaram nada da marca adotada por Kin Kardashian, achando desrespeitoso a empresária adotar como marca, justamente o nome de uma vestimenta consagrada no Japão, para assinalar roupa íntima. O Ministro do Comércio Japonês Hiroshige Seko, que tem sob sua jurisdição os assuntos relacionados às marcas, chegou a afirmar: “O kimono é visto em todo o mundo como uma parte distinta de nossa cultura”. Diante de tanta polêmica envolvendo a sua marca, a empresária Kim kardashian resolveu abandonar a marca KIMONO e lançar suas famosas cintas modeladoras com outro nome.

Mas e os processos de registros?

A empresa Kimono Intimates, Inc. requereu o registro de nove marcas contendo a expressão KIMONO, junto ao USPTO – United States Patent and Trademark Office: KIMONO, KIMONO SOLUTIONWEAR, KIMONO INTIMATES, KIMONO BODY, KIMONO WORLD, com o intuito de proteger inúmeros produtos. Mas, pelo visto, a Kimono Intimates resolveu não entrar na “guerra” com os japoneses, e pouquíssimos meses após ter protocolado o pedido de registro das suas marcas, requereu o abandono de todos eles.

E o investimento financeiro do projeto de Kin Kardashian? Certamente não foi pouco e, possivelmente, todo prejuízo poderia ter sido evitado se, desde o princípio, a empresária tivesse adotado algumas providências em relação à escolha da sua marca. Por isso, ressaltamos, a importância de contar com a assessoria de um profissional especializado na área de propriedade industrial, desde o início do seu projeto empresarial, porque esse profissional poderá lhe orientar sobre a possibilidade (ou não) de investir numa marca.

Divulgação | Roberta Minuzzo